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terça-feira, 19 de novembro de 2013

Mais serviços móveis, por favor

Passageiros querem mais serviços móveis em GRU



A Sita realizou uma pesquisa com passageiros de seis dos principais aeroportos do planeta para avaliar a demanda e a tendência de utilização de serviços móveis. No resultado final, os passageiros do Aeroporto Internacional de Guarulhos (GRU) se mostraram muito mais propensos a utilizar o smartphone para a realização de serviços como check-in e emissão de cartão de embarque, além de utilizá-lo ao longo da viagem.

Apesar de o número de passageiros que possui smartphones ser menor em GRU (53%) do que na média global (76%), o desejo de utilizar o aparelho nos serviços aeroportuários é alto, tanto que 78% dos entrevistados no aeroporto brasileiro afirmaram que gostariam de usar o celular como cartões de embarque, contra a média global de 43%. A grande maioria, 81%, também usaria o celular para fazer buscas de voos. O número está acima da média global de 63%.

“A pesquisa da Sita destaca o grande interesse dos passageiros do aeroporto em usar a tecnologia durante toda a viagem. E o nosso atual programa de investimentos oferece suporte a esse desejo”, disse o CIO do GRU Airport, concessionária que administra o aeroporto, Luiz Eduardo Ritzmann.

Entre os passageiros entrevistados, 60% estão dispostos a comprar ofertas adicionais através do celular, contra a média global de 39%. Para o vice-presidente da Sita no Brasil, Mauro Pontes, este dado é um sinal de que o acesso a serviços móveis durante as viagens é um desejo dos passageiros do GRU, indicando que o investimento em ofertas de comércio eficiente por meio do celular poderia ampliar o alcance comercial das companhias aéreas.

A oitava pesquisa SITA/ATW Passenger Self-Service Survey ouviu 2489 passageiros de mais de 70 países nos seguintes aeroportos: Aeroporto Internacional de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, Aeroporto Internacional da Capital Pequim, na China, Aeroporto Internacional de Frankfurt, na Alemanha, Aeroporto Hartsfield-Jackson, em Atlanta, nos EUA, Aeroporto Internacional de Chhatrapati Shivaji, em Mumbai, na Índia, e Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo.

[Fonte/Reprodução: PanRotas/Adaptado]

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Passageiros da TAM passam mais de seis horas em avião que não conseguiu chegar em Confins

Adultos e cerca de 50 crianças, que voltavam de um acampamento, ficaram com fome e sede dentro da aeronave. O avião saiu de Congonhas para Confins, mas por causa de temporal, voltou para pousar em Guarulhos. Sem local para encostar, ficou na área de manobra até abastecer e decolar novamente



Passageiros do voo JJ3264 da TAM, que saiu do Aeroporto de Congonhas com destino a Confins, passaram quase seis horas no avião em situação de desconforto e desespero na segunda-feira. A aeronave decolou em São Paulo, não pôde pousar no terminal na Grande BH, por causa do temporal de ontem, e seguiu para o Aeroporto Internacional em Guarulhos, onde ficou por horas na área de manobra. Adultos e cerca de 50 crianças ficaram com fome e sede dentro da aeronave, conforme relatou uma passageira.

A psicóloga Vânia Camanzi contou que saiu de Porto Alegre com destino a Belo Horizonte por volta de 14h. Ela deveria ter voado às 11h50, mas houve contratempos no terminal e ela acabou deslocada pela companhia aérea para o horário da tarde. Até então, Vânia entendeu como um imprevisto a situação de troca de voo, mas nem imaginava o que ainda passaria para chegar à capital mineira.

De Porto Alegre, o avião foi para Congonhas, onde ocorreu a troca de aeronave para seguir até Confins. O voo saiu por volta de 17h40 e quando chegou na Grande BH não havia condição de pouso por causa da chuva. De acordo com Camanzi, o comandante informou que não poderia sobrevoar o terminal até o fim do temporal, pois o combustível era insuficiente, assim decidiu seguir para Guarulhos, onde havia autorização para pouso.

“Foi uma situação de emergência, mas não havia portão disponível para o avião, que ficou ligado no meio da pista”, relata a psicóloga. A aeronave da TAM ficou na área de manobra em Guarulhos portanto, passageiros não poderiam desatar cintos, ligar telefone e, muito menos, descer.

Cerca de 50 crianças, com faixa etária próxima de 10 anos, estavam no avião acompanhados de três monitores. Eles voltaram de um acampamento em São Paulo. A demora na área de taxiamento criou uma situação de desespero dentro da aeronave, com a agitação das crianças e dos outros passageiros, pois o voo estava cheio. As regras passaram a não valer, porque as pessoas precisaram ligar para os parentes e usar o banheiro.

Fome e sede

“Ficamos com fome e sede. Eu que estava em conexão de Porto Alegre, fiquei sem almoço. As pessoas começaram a levantar e as comissárias mandavam sentar. Os meninos faziam barulho e batiam nas laterais”, relata a psicologa.

Os passageiros cobraram informações dos comissários, mas as explicações desencontradas não solucionavam o problema. O avião entrou em uma fila para abastecer, o que provocou mais demora. Enquanto isso, os clientes pediram que fosse servido lanche, mas a companhia não atendeu a demanda. Conforme a passageira, a água era servida de forma escassa para pessoas que precisavam tomar remédios. Um menino chegou a questionar o motivo pelo qual foi dada água para uma passageira e negada a ele.

Segundo Camanzi, a informação repassada era que aguardariam a chegada de outra tripulação para seguir a Confins, por uma questão de horário de trabalho. “Todos estavam nervosos e uma comissária ameaçou chamar um policial federal para um passageiro”, conta. Os clientes até queriam a presença da PF, porque pretendiam registrar uma ocorrência sobre os problemas, no entanto não houve presença da polícia.

“Os meninos gritaram dentro do avião: 'fomos sequestrados'. Foi terrível, super tenso”, relata a psicóloga, que considerou os comissários da TAM despreparados. Depois de tanta confusão, a aeronave, já abastecida, levantou voo em direção a Confins. Somente durante o voo foi servido um lanche. Quando receberam o pacote de biscoito, as crianças cantaram “obrigada, senhor, pela comida que não recebemos”, uma situação que resume o constrangimento passado no avião, segundo a passageira.

Pais das crianças e familiares de outros passageiros estavam aguardando no terminal em Minas desde 18h. O voo pousou por volta de 23h30 em Confins. Camanzi acredita que a companhia aérea os manteve no avião em Guarulhos para evitar de transportar tantas crianças para um hotel, solução que poderia ter sido aplicada no caso.

[Fonte: Estado de Minas/Adaptado]

sábado, 14 de setembro de 2013

Avião da FAB apresenta falha e retorna a aeroporto

O FAB 2326, modelo Bandeirante, foi encaminhado para uma avaliação técnica. A FAB não soube informar quantos oficiais ocupavam a aeronave.


Um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) apresentou um problema técnico na manhã desta sexta-feira, 13, e precisou retornar ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo, logo após sua decolagem. 

Segundo a FAB, o voo decolou às 7h16 com destino à Base Aérea dos Afonsos, no Rio de Janeiro. "Como a aeronave não estava com potência total do motor, o piloto decidiu voltar ao aeroporto por segurança", informou um oficial. O avião pousou quatro minutos depois da partida.

O FAB 2326, modelo Bandeirante, foi encaminhado para uma avaliação técnica. A FAB não soube informar quantos oficiais ocupavam a aeronave.

Fonte: D24AM (Adaptado)

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Maior aeroporto do País, Guarulhos sofre com interferências

Uso de laser na direção de aeronaves é o que mais preocupa as autoridades 


Terminal é o mais movimentado do País e é considerado uma importante ligação internacionalDivulgação/GRU Airport
O aeroporto internacional de São Paulo, em Guarulhos, sofre constantemente com interferências que podem atrapalhar pousos e decolagens ou até causar um acidente. De acordo com controladores de voo e com dados do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), a presença de rádios piratas, balões, aves e o uso de laser na direção dos aviões são os principais problemas enfrentados no terminal mais movimentado do País.

No mês de julho, o aeroporto registrou mais de 25 mil pousos e decolagens, segundo a GRU Airport, que administra o terminal. 26,6% desses voos partem ou chegam de outros países, tornando Guarulhos um hub na América Latina.
Guarulhos registrou mais de 25 mil pousos e decolagens em julhoDivulgação/GRU Airport
Laser
Um dos problemas que mais preocupam pilotos e controladores de voo são raios laser apontadas na direção das aeronaves, normalmente na hora do pouso. Dados do Cenipa mostram que de 1º de janeiro até 4 de setembro deste ano foram feitos 62 comunicados desse tipo de interferência. A média é de quase sete casos por mês.
O incidente mais recente reportado ao Cenipa aconteceu no último dia 2. O piloto de um Boeing 777-200, da American Airlines, que chegava de Miami, relatou ter visto alguém a cerca de 1,6 km de distância utilizando raio laser de cor verde. Outro comandante da mesma companhia aérea passou por um problema pior, mas na hora da decolagem, no dia 2 de fevereiro. Ele chegou a relatar que sua visão foi ofuscada por um período de dez segundos.
Quem for flagrado apontando um laser na direção de um avião pode responder por expor a aeronave ao perigo. O crime prevê pena de dois a cinco anos de prisão e pode chegar a 12 anos, no caso de haver acidente.
Balões
A presença de balões nas rotas de pouso e decolagem também é um perigo para as aeronaves. Desde o começo do ano, o Cenipa recebeu 21 reportes. Mais da metade dos incidentes aconteceu nos meses de junho e julho, época de festas juninas. No dia 9 de junho, um piloto da TAM Aviação Executiva por pouco não atingiu um balão.
“O balão foi visualizado pelo PF cerca de 2 segundos antes da colisão, o piloto automático foi desligado, e foi efetuada manobra evasiva pela esquerda”, diz o relatório feito pelo piloto do jatinho, após o fato.
Três dias antes, o comandante de um Airbus A321 da TAM teve que arremeter o pouso devido à presença de um balão junino na rota da aeronave. No mesmo dia em que o jatinho teve que desviar durante a rota de pouso, outro reporte foi feito ao Cenipa, relatando que um balão de aproximadamente 25 m permanecia próximo à pista.
“O balão permaneceu estacionário naquela posição por aproximadamente uma hora. Pois ao retornar para uma nova decolagem havia outra aeronave reportando o mesmo balão à torre. Isso também demonstra que não houve comunicação da torre com o controle para avisar a aeronave que estava chegando sobre a presença do balão”, diz o comunicado.
Rádios piratas
Na manhã de quarta-feira (4), oito rádios piratas foram fechadas em Mairiporã, na Grande São Paulo. Segundo o COE (Comando de Operações Especiais) e a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), as estações clandestinas podem atrapalhar a comunicação entre a torre de controle e as aeronaves. Duas pessoas foram detidas.
Segundo o controlador de voo Daniel Ramos, que tem 16 anos de experiência e trabalha na torre de Guarulhos, esse tipo de interferência caiu bastante, mas ainda acontece. Ele explica que se for perdida a comunicação, o controlador tem que procurar outra alternativa.
— Se a interferência for tal, que o piloto não consiga contato, ou vice-versa, e não tenhamos a certeza que o piloto está recebendo nossas transmissões, transmitimos as instruções "às cegas" como chamamos, incluído aí uma frequência alternativa. Também fazemos uso da pistola de sinalização, se as condições meteorológicas o permitirem. Esta emite feixes luminosos em diferentes cores, que se forem sinais contínuos ou intermitentes, tem seus significados padronizados. O uso da pistola, porém, permite apenas instruções simples.
Aves
Problema frequente na maioria dos aeroportos em todo o mundo, a presença de aves é sempre um risco. Em Guarulhos, desde o começo deste ano, foram reportados 120 casos. Em mais de 80% dos casos houve colisão com a aeronave, segundo os dados do Cenipa. Boa parte das aves é encontrada após o pouso, quando é feita a inspeção nos motores. Mas há casos de animais que atingem a aeronave durante a decolagem, como o que aconteceu com um voo da TAM no dia 19 de agosto. Um dos motores do Airbus chegou a ser atingido.
Um de nossos administradores aqui da 'voeaaan' que já passou pelo desconforto, diz: "É horrível, é tanto um desconforto para o passageiro, tanto para a tripulação, e o pior, é que ficamos sem saber o que está acontecendo".
Fonte: R7 (Adaptado)